De repente 26 (e outras inquietações)

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Fonte: Google Imagens

Meu primeiro aniversário como de fato “morador” de São Paulo. Hoje completei 26 anos. A cidade me presenteou com um tempo incrível. São Paulo está nublada, cinza, fria, preguiça, gostosa. Hoje é segunda-feira. Início de uma semana segundo o calendário da indústria do trabalho. Tantos recomeços são deixados para as segundas e quantas vezes já acordamos em plena segunda-feira a condenando. Mas será que paramos para refletir que afinal, as segundas não são tão ruins, de fato? São recomeços, novas energias, novos ciclos, novos planos colocados em prática.

Hoje estou me sentindo assim. Há alguns anos eu não sentia a energia gostosa de um aniversário. Confesso que era uma mistura entre ficar velho e medo do que viria por aí, afinal, é um novo ano. 365 dias para acertos, erros. Quanta coisa em jogo, que frio na barriga. Putz! Hoje me permiti. Estou feliz. Estou me sentindo plenamente calmo e “abraçando” cada manifestação de carinho de maneira intensa para absorver o máximo da energia positiva que está focada em mim durante todo esse início de ciclo.

O que eu posso falar desses 26 anos que mal começaram, mas eu “já gosto pacas”? Eles já me proporcionaram uma profunda inquietação, porém, uma boa reflexão. Saí do aspecto de “jovem”, do “final de uma adolescência” e finalmente adentrei ao “seleto clube” dos adultos. Além de fazer parte de uma nova categoria em pesquisas de mercado, a partir de hoje, confesso que não vou me permitir cometer erros anteriormente cometidos (mas não arrependidos). Essa nova idade de número par, esse novo ciclo, esse inicio da “adultice” e segundo a astrologia, esse ano regido pelo signo de touro, antes de tudo é o ano de concretização de ciclos profissionais. Serão 365 dias onde devo estar com o foco 100% em concretizar planos profissionais e crescer. Crescer sempre, independente da idade civil.

De fato, os drinques já não cabem excessos, as conversas mudaram seus tons, as relações amadureceram, as ideias e ideais cresceram. Os afetos (sejam eles bons ou não) fazem total diferença nesse novo ciclo, mas serão regidos com uma maior consciência. A “adultice” já não é tardia. Ela chegou no momento certo. E assim ela vai ser vivida. No mais… força de vontade. Força de vontade para crescer. Força de vontade para me amar e amar o próximo. Força de vontade para aceitar os regimentos do universo e compreender que tudo tem sim a sua hora e afinal os 26 anos serão repletos de inquietações. Boas ou más. Todavia, inquietações que vão me reger por 365 dias, afim de que esse novo ciclo seja então, um ciclo adulto. Em idade, responsabilidades e principalmente, atitudes. Partiu, 26 anos!!

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A tal da correria…

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Eis que já faz uma semana e seis dias que me encontro em São Paulo. Como eu imaginava, é uma cidade com sempre muita informação (o que eu já sabia graças as minhas viagens anteriores para a cidade), mas também uma cidade de muitos sonhos. Nunca curti aquela máxima que diz: em São Paulo não existe amor. Existe! Existe amor, sonhos, individualismo, não amor, gentilezas, pessoas interessantes, pessoas não interessantes e também pessoas um pouco interessante. Tudo. Especialmente, autoconhecimento (em meu caso).

Em pouco mais de uma semana já me deparei com pessoas e situações que já me fizeram parar para pensar em como os nossos problemas são pequenos comparados aos dos outros e especialmente, como os nossos sonhos são grandes. Me deparei com uma situação muito curiosa, no mínimo. Fiz uma amiga de profissão que um belo dia acordou e realmente quis mudar. Jogou todo o status da profissão de anos exercida para “jogar tudo pra cima” e trabalhar com algo que não a estressasse como a comunicação fazia e ainda permitia que ela pudesse se dedicar mais aos filhos e a vida privada.

Confesso que ao ouvir tal história o primeiro pensamento é aquele velho e cheio de preconceitos: “poxa! Você é maluca”. Mas depois e muito depois (mesmo), estava em um café na Avenida Paulista e fui refletindo sobre essa história. Afinal, até que ponto é válido vivermos uma vida focada no externo quando na verdade o nosso interno deseja algo totalmente diferente? O workaholic is the new black? Vivermos uma vida focada no externo também não é uma prerrogativa de conseguir ir atrás de nossos sonhos profissionais, pessoais e assim satisfazermos o nosso interno?

A capital paulista te contamina a ser apressado. Você passa a andar mais rápido, pensar mais rápido, olhar mais rápido, conhecer mais rápido, ler mais rápido… Quando chegamos e nos deparamos com essa realidade, é bem curioso. É interessante. Da vontade de fotografar tudo, de filmar tudo… mas quando nos demos conta, estamos até andando mais rápido (digo isso, porque um amigo nativo estava andando comigo e comentou ao observar minha forma de caminhar: “ô paulista, anda mais devagar!”). E afinal andar nessa agilidade toda por conta de quê/do quê? Para vivermos focados na vida externa e na realização de metas e sonhos externos que talvez, muito talvez não façam mais parte do nosso eu interno, de fato?

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Em contrapartida, tenho um amigo que saiu de São Paulo para viver no Rio de Janeiro. Decidiu aproveitar a vida, sabe? Segundo ele, não existe nada melhor do que ir à praia antes de ir para o escritório, não existe nada melhor do que a liberdade de andar sem camisa pela cidade e ainda tomar uma água de coco. Ele esta mais leve. É visualmente perceptível como a energia ficou mais clean. Outro belo caso de alguém que se deparou com a realidade de viver focado apenas no externo e parou para olhar para si. Olhar para a alma. Escutar a própria alma. Conhecer a própria alma e decidir que a sua felicidade já não era mais andar correndo contra um tempo que passa rápido ou devagar demais de acordo com o olhar de quem observa de fora de seu entorno.

Confesso que ainda estou na fase do encantamento por esse lifestyle corrido daqui de São Paulo. Acho lindo as pessoas correndo na Avenida Paulista sempre atrasadas ou com bilhões de coisas que serão resolvidas para então chegar em casa e tomar um chá de limão (sou apaixonado por chá de limão), um belo e gostoso drink ou simplesmente um chocolate quente. Estou querendo viver tudo isso. Preciso viver tudo isso. Mas também quero chegar nesse momento, de talvez um dia me cansar da loucura, juntar minhas coisas em um mochilão, seguir com meu notebook para ganhar uma grana e morar em Bali por alguns anos.

** imagens do post encontradas no Google Images.